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#Amados leitores : Minha história sobre autoestima

Categoria: #Amados Leitores | 20 de maio de 2016

Fala, gente!

Com esse post, inauguro então a nova seção (que eu apresentei nesse post aqui). Esse texto me foi mandado por uma leitora das antigas, com quem eu mantenho contato por um certo tempo. Eu perguntei se ela não queria dividir a história e as reflexões dela sobre autoestima no blog. Ela topou (êêêêêêêêêêêê!!!!) e eu agora faço chegar até vocês o texto dela:

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“Sempre aceitei e busquei ser amada por todos, já que não aprendi a me amar.

Nessa jornada descobri e desenvolvi o gosto pela escrita, já que através dela poderia colocar pra fora de alguma forma toda a rejeição, solidão e carência que sentia e de certa forma sinto.

Nessa caminhada me vi como Julia Roberts no filme noiva em fuga, com muita anulação do eu em prol da aprovação (e com isso a sensação de ser amada e de ter valor).

Após alguns anos dessa negação em saber quem eu sou e em me amar, tudo veio à tona em forma de quilos extras e eu, que sempre tive um corpo admirado, vi minha “estrutura” sendo destruída dentro de mim.

Já não tinha mais onde me escorar e simplesmente me afundei mais e mais na comida.

Por mais difícil que seja (ainda hoje) assumir e reconhecer meus talentos e qualidades, tenho um dom com pessoas. Consigo transpor as barreiras da amizade superficial e adentrar o mundo cognitivo e emocional, minha vocação em ser ‘boazinha e ajudar’ os outros (? – hoje em dia me pergunto se de fato sou, ou se era pra ser aprovada)  me levaram a trilhar a graduação de psicologia.

Me graduei e com isso veio minha cobrança interna em ser mais do que apenas um visual (como vinha sendo por anos). Então a falta de confiança em mim me impediu de fazer o que mais amei fazer na vida – atendimento clínico – me sentia falsa, incapaz de me ajudar, como ajudaria o outro?

Então decidi não atuar e enfrentar meus próprios demônios: meu eu crítico, e assim desconstruir todo o meu pensamento negativo em relação a mim (construído pela mídia, sociedade e até mesmo família).

E assim cheguei ao Sobre Autoestima. Encontrei alguém que trilhava a mesma jornada que eu, que pensava e passava por situações (se não iguais) muito semelhantes as minhas.

Rolou uma identificação e admiração instantâneas. Tinha alguém que escrevia e publicava o que eu também vivia/vivo.

Minha terapeuta insistentemente me diz pra escrever e publicar (exercitando minha autoestima), meu eu grita por aprovação e apreciação própria.

Foi quando um dia escrevi pra Kelly, desabafando, compartilhando e apreciando o que ela escreve. O tempo passou e aos trancos e barrancos continuo no tentativa e erro em me descobrir e me amar. Na semana passada conversava com a Kelly, e foi quando ela me disse porque eu não escrevia pro blog.

Pronto esse foi o empurrão que faltava. Agora não tinha mais desculpas. Além de abrir um espacinho, me dar uma força, ela ainda se dispôs a me ajudar.

Kelly, sua linda, como já disse anteriormente, por favor, não deixe de publicar para que mais pessoas assim como eu possam se inspirar em sua história.

Essa é a minha historia Sobre Autoestima. Qual é a sua?”

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E se alguém aí do outro lado também quiser dividir sua jornada ‘autoestímica’, escreve pra mim!! Pode ser via mensagem na página do blog no Facebook, ou pelo nosso email: falandosobreautoestima@gmail.com.