Para que o novo venha

Categoria: Vida | 29 de janeiro de 2018

Estava aqui pensando sobre a metáfora da mochila.

A de que todos nós carregamos uma mochila, na qual a gente vai guardando, ao longo do tempo, as nossas culpas, mágoas, dores, arrependimentos, ressentimentos…

Acontece que, lá pelas tantas, o peso da mochila é tamanho que é impossível seguir adiante.

Nesse momento, duas alternativas se abrem:

Ou a gente dá um jeito de se livrar (se libertar) da carga, ou a gente se condena a ficar ali, paralisado, pra sempre, sentindo pena de si mesmo, até que o próprio chão ceda sob a opressão de tudo aquilo, e nos engula.

Nesses anos todos, vocês me acompanharam em uma jornada tortuosa – tantas vezes, dolorosa – de elaboração e trabalho, de processos, de busca. Para que ela pudesse ser feita, eu tive que remexer no meu baú de dores e danos, e encarar de frente – no caso, aqui, à luz da tela do computador – muita coisa. O que aconteceu foi que, aos poucos, a minha mochila metafórica se tornou virtual, e os conteúdos dela vieram compor esse blog.

Bem, chegou o meu momento de libertação.

Como eu não faço nada aos poucos, chegou a hora de soltar a mochila de vez e sair correndo – quase voando.

E, por isso, eu acabei de apagar todos os posts do blog.

Para que o que passou passe, fique para trás, e eu possa seguir.

Como diz o contrato: “tudo o que vivenciei faz parte do meu passado”.

E é lá que deve ficar.

Liberto e liberado como tudo o que já deixou de ser.

 

 

 

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