O desafio quase impossível de aceitar que o fim é de fato “o fim”

Categoria: Amor Próprio, Relacionamentos | 11 de novembro de 2017

Às vezes a gente sabe.

A gente sabe que sabe.

Mas reluta.

Luta.

Luta contra.

Bate cabeça.

Bate a porra da cabeça na parede até sair sangue…

Porque o que a gente sabe que é – a realidade – vai contra tudo aquilo que a gente quer.

Vai contra aquilo que a gente deseja com todo o coração.

Só que, nessa vida, nem sempre “todo o coração” é suficiente.

E aceitar isso é um desafio filho da puta.

Minha trajetória no caminho da aceitação desse “fim que eu não queria” não foi nada fácil, gente. Eu lutei contra. Eu lutei contra ela com todas as minhas forças. E quanto mais desesperadamente eu lutava, mais incisiva – e escrota – era a resposta da vida.

Das mais variadas formas, ela dizia: “não adianta, Kelly. Não adianta…”

A história não acabou no último post. Estamos falando de mim. Claro que não acabou. Eu precisei levar adiante, esgotar todas as possibilidades, ir muito além dos meus limites (beirando o auto desrespeito), pra perceber/entender que limites não são necessariamente “limitações” a serem superadas/transpostas.

Não importa o que você queira, ou/nem o quão desesperadamente você queira uma coisa, você simplesmente não consegue escapar de si mesmo.

E, às vezes, o que você é, como você é, impossibilita, totalmente, o que você quer, de acontecer.

Se existe alguém aí sofrendo pelas mesmas coisas, eu não sei dizer pra vocês como passar por isso. Sério. Nesses meses, tudo o que eu fiz foi tentar encontrar alguém que me dissesse isso.

Não consegui.

O que eu fiz?

Tentei lutar contra a realidade.

Passei por cima de mim mesma como um trator.

Me iludi.

Me iludi pra caralho.

Sofri mais ainda.

Até que eu entendi que não havia absolutamente *nada* que eu pudesse fazer.

Desde o primeiro post, aqui, sobre esse término, eu sabia.

Bem lá no fundo.

Basta reler.

Está lá. Dito.

Mas eu relutei gente.

Eu resisti.

Ainda assim, a verdade continuou a mesma: o meu querer é incompatível com o dele.

Apesar de todo o amor, apesar de toda a paixão, queremos coisas diferentes…

Não só diferentes, mas opostas.

Mutuamente excludentes.

Mutuamente impossibilitadoras de coexistência…

Eu não sei quantas vezes eu tentei ignorar a mim mesma, mas eu posso dizer que ela não se deixou ignorar. E nessa impossibilidade, *espirrou*.

Pra tudo quanto é lado.

E acabou.

Definitivamente.

De novo.

E de novo.

E de novo…

Até que de fato.

Quando eu realmente entendi que não tinha como passar por cima de mim mesma – e ele entendeu o mesmo…

Um desses dias, eu estava assistindo uma aula de desenvolvimento/crescimento pessoal, e o cara ficou repetindo: “o amor segue. O amor segue. O amor segue”…

Ok, amigo, já seguiu. Já tá longe. Você já disse tchau e desejou felicidade. Mas, e aí? O que você faz com o que existe dentro de você? Com os planos? Com os sonhos? Com o maldito do amor todo? >>>>>> SIM!!! Eles tem que morrer!!!<<<<<<>>>>>> Morram, desgraçados, filhos de uma puta! Morram!!<<<<<<< Mas como?! Como?!?!

Não sei.

Se eu pudesse e soubesse como, assassinava de uma vez.

Mas a vida parece ter planos diferentes…

Às vezes parece que nada mudou. Às vezes parece que eu ainda estou no mesmo buraco.

Mas não é verdade.

Meu medidor é minha filha:

“Mamãe, você não está mais chorando tanto.”

Bom sinal. Pago de centrada:

“Eu não disse pra você, meu amor, que era como machucado? Que com o tempo sarava?”

Ela sorri e completa cantando:

“Um joelho ralado dói bem menos do que um coração partido”.

Eu sorrio azedo.

Merda.

E sigo.

Chorando menos.

Até que um dia eu não vou mais sentir necessidade de chorar (ou assim me dizem).

Ainda assim, quando me dizem que há um novo amor esperando por mim, isso me dói.

Porque eu não quero um novo…

Mas o universo tá cagando pra essa criança birrenta que eu me tornei.

 

 

 

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  1. Verdade, quantas vezes não lutei, lutei e lutei, mas na verdade eu já tinha sido derrotado na guerra, e o pior é que no fundo eu sabia disso…

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