Comunicação não-violenta

Categoria: Vida, Vídeos | 22 de fevereiro de 2017

Naquele video sobre o qual eu falei no post passado tem essa parte (começa em 42:46) que eu adoro (na verdade tem um milhão de partes que eu adoro, mas quero muito falar sobre essa). Pra quem assistiu, foi mal a repetição, pra quem não viu ainda, vou contar como uma história:

Um pai, adepto da comunicação não-violenta, educa os filhos nessa prática/vivência. Um belo dia ele resolve trocá-los de escola – de uma com metodologia não-violenta, para uma escola tradicional (leia-se: violenta). Vejam, ele tem noção de que a maioria das esferas na nossa sociedade operam de modo violento, então ele queria dar aos filhos a oportunidade de praticar, uma vez que eles não poderiam ficar para sempre protegidos em uma bolha à parte do resto do mundo.

O filho volta do primeiro dia de aula parecendo não muito feliz. O pai então lhe pergunta:

“Como foi a escola?”

E o menino responde:

“Foi ok… Mas, nossa, pai… Alguns daqueles professores…puxa…”

“Por que? O que foi?”

“Poxa, pai, eu nem tinha passado da porta – sério, eu estava a meio caminho da entrada – quando um professor veio correndo pra mim e disse: ‘Ora, ora! Olha só a garotinha!'”

[pausa]

O pai sabe que, provavelmente, o professor estava reagindo ao cabelo comprido do menino. Ele sente a raiva subir e se prepara para ir ter uma conversinha com o professor, esquecendo todos os seus ensinamentos sobre não-violencia.

Ele, então, pergunta:

“E como é que você lidou com isso?”

“Eu me lembrei do que você disse, pai: ‘quando se está nesse tipo de ambiente, nunca dê a ninguém o poder de fazer você se submeter ou se revoltar’.”

“Nossa, você lembrou disso? Isso é um grande presente. Adoro mesmo saber que você lembrou disso mesmo nessas condições. E então? O que vocês fez?”

“Eu tendei compreendê-lo, pai. Tentei perceber o que ele estava sentindo e precisando.”

“Nossa, você lembrou de fazer isso? E o que foi que você percebeu?”

“É bastante óbvio, pai. Ele parecia irritado e queria que eu cortasse o cabelo.”

“E como é que isso fez você se sentir?”

“Eu fiquei triste por ele. Ele era careca e parecia ter um problema com cabelo.”

 

😀

Ei, menino, quero ser você quando eu crescer 😀

Que bálsamo deve ser conseguir se sentir assim no mundo

 

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