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Descobrindo vozes consonantes – e outras nem tanto (parte 1)

Categoria: Vídeos | 23 de maio de 2016

Uma amiga – Camileeeee!! – que me ajuda com o blog desde a sua gestação – do blog, hein, gente :-D, não dela 😀 – me mandou uns videos de blogueiras discutindo a temática da autoaceitação. Como o que as blogueiras falam neles tem muito a ver com as questões que a gente discute aqui – e sobre as quais alguns leitores têm conversado comigo recentemente -, eu resolvi trazê-los para cá.

Pra falar a verdade, eu tenho algumas ressalvas com relação ao discurso da Bia Jiacomine, tanto que eu só ia postar aqui o vídeo que tem a Helena (o segundo), que é quem eu gostei de ouvir. Mas aí, eu pensei melhor, decidi trazer os dois e falar um pouco sobre consonâncias e dissonâncias depois.

Eu não vou ter tempo de problematizar os vídeos agora – compromissos, compromissos -, mas já vou os colocando aqui pra vocês já irem assistindo e depois a gente conversa sobre:

Vídeo 1: Sobre aceitação do corpo – Bia Jiacomine

Vídeo 2: Como é ser gorda – Bia Jiacomine e *Helena*

Até mais tarde!

Descobrindo vozes consonantes - e outras nem tanto | Sobre Autoestima

Um pouco de Chopra

Categoria: Vídeos | 30 de julho de 2014

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Como sempre, eu entrei aqui pra escrever um post sobre o direito de ser amado e amável (passível de ser amado) mas, aproveitando pra pegar o link de um vídeo que eu queria passar pra uma amiga, comecei a ver outras coisas legais e tropecei em um vídeo que de certa forma tem tudo a ver com o que eu pretendia falar.

Como o vídeo está em inglês e sem legenda, transcrevi as falas e resolvi apresentá-las aqui, como texto, em um post separado daquele que eu pretendia inicialmente.

O vídeo/texto é do Deepak Chopra, um médico indiano que vive nos Estados Unidos e atua um pouco como… guia espiritual, sei lá. Tem uma coisa de capitalismo selvagem no que ele faz – acho que porque eles está nos EUA e, de certa forma, tudo lá é mega marcadológico – já que os conhecimentos dele viraram vídeos e livros e programas de TV e milhões de outros produtos, mas ele está fazendo o bem pras pessoas e há coisas muito boas e reflexões muito interessantes naquilo que ele diz.

Existe uma vibe espiritual hindu no Chopra e com a qual eu me identifico, mas enfim, ninguém precisa se identificar com isso se não quiser/sentir/etc. De qualquer forma o texto que agora coloco aqui é lindo – independente de crenças, religiões, filosofias de vida – e está super afinado com as coisas que quero dizer. TCHARAAAAAAN 😀 :

“Nascemos para amar?”

“Todos precisamos acreditar que somos amados e amáveis [passíveis/possíveis de sermos amados]. Nós começamos nossas vidas certos de ambos, imersos no amor de nossas mães e em nossa inocência – o amor nunca é questionável. Mas, com o tempo, nossa certeza se turva. Quando você se olha hoje, ainda é capaz de fazer essas duas afirmações que qualquer menina pequena poderia se tivesse as palavras: sou completamente amada; e sou completamente amável? Poucas pessoas são capazes disso, porque quando você olha honestamente para si mesmo, você vê falhas que fazem de você [ou melhor, fazer você acreditar ser] menos do que completamente amável e menos do que perfeitamente amado.”

“Mas em um sentido mais profundo, o que você chama de “falhas” são apenas as cicatrizes [as marcas] de mágoas e feridas acumuladas ao longo da vida. Quando você se olha no espelho, acredita que está olhando para si mesmo, mas o espelho não mostra a verdade que é sua apesar de todas as mágoas: você foi criado para ser completamente amado e completamente amável por toda sua vida.”

“De certa forma, é impressionante que você não perceba isso porque, por baixo de tudo o que pensa e sente, sua inocência ainda está intacta. O tempo não pode manchar sua essência, mas se você perde sua essência de vista, acaba confundindo seu verdadeiro eu com suas experiências e não há dúvidas de que as experiências [vivências] podem, e muito, obliterar o amor. Em um mundo frequentemente hostil e brutal, manter a inocência parece impossível; assim, você se encontra vivenciando apenas um pouco de amor e apenas um pouco de amabilidade.”

“Mas isso pode mudar. Apesar de você se encontrar em trabalhos limitados, ou cerceado pelo seu espaço e seu tempo, em espírito, você não é limitado pelo espaço-tempo nem maculado pela experiência. Em espírito você é puro amor.”

Então, olhe pra dentro .

 

 

<fonte da imagem: Facebook>

Pelo direito de ser feliz por ser mulher

Categoria: Vídeos | 17 de julho de 2014

Escrever um blog – como trabalhar com pesquisa – é uma coisa estranha. Você começa e, de repente, o mundo vira um grande catálogo de assuntos que chegam a você como que por mágica.

Esse post foi inspirado por um vídeo que me chegou do nada, através de um desses sites que postam coisas no seu facebook sem você nem saber como. Mas nem reclamo :-D. O vídeo é ótimo e me fez pensar – e lembrar de muita coisa:

Minha primeira reação à resposta das primeiras pessoas ao “correr como uma garota” etc foi: “Você é uma garota, ser!!!! Por que você não corre como você mesma?!” Mas aí eu parei e pensei que, há um tempo – não tanto tempo assim – atrás, eu provavelmente teria feito o mesmo, porque eu achava que ser menina, garota, mulher, era algo ruim.

Quando alguém diz “você corre como uma garota” nós sabemos que a conotação não é boa. Que, realmente, o sentido é o de algo ruim, degradante; que, realmente, parece que se está tentando humilhar alguém, diminuir alguém. E por quê? Por que ser menina, garota, mulher deveria ser visto como algo ruim? Como algo que é menos, que é fraco? Eu mesma, mesmo com a minha cabeça de agora, às vezes manifesto esses valores estranhos sem nem me dar conta. Eu faço isso, por exemplo, quando acho estranho ouvir mulheres falando sobre futebol no rádio; quando repito “ah, tinha que ser mulher” pra algum barbeiro no trânsito; quando berrei loucamente, inúmeras vezes, pros jogadores que se jogavam, cavando falta, nos jogos dessa copa: “ah, levanta daí, sua mocinha!”

Sim, é uma expressão e eu não tenho a intenção do fazer mal com ela, mas eu faço. Fico pensando numa frase que as feministas agora usam: “Ei, moça! Você é machista”, e penso: “Caramba… E não é que eu sou mesmo?” Eu não quero ser, mas acabo sendo sem sentir. Eu reproduzo valores equivocados sem perceber. E ao fazê-lo, eu, como mulher, me diminuo, humilho, denigro sem sentir. Olha que bizarro…

Há um teórico da memória, chamado Halbwachs, que diz que uma corrente de pensamento social é tão invisível quanto o ar que respiramos, e que a força do sistema reside justamente na capacidade de influenciar despercebidamente, porque contra aquilo que não se percebe, é claro, não há resistência. O primeiro passo, portanto, eu já dei: o passo da consciência, da auto-percepção. O primeiro passo para a mudança.

Há uns anos atrás eu mal conseguia pronunciar a palavra “mulher”. A sensação dela na minha boca era quase que idêntica a de um palavrão bem cabeludo. Eu até abaixava o tom de voz quando ela me escapava os lábios. Tudo isso, inconsciente, e muito, muito louco. Hoje eu pronuncio ambos – “mulher” e o palavrão que for – com igual desenvoltura e isso é uma conquista. Um sinal de melhora – e não, eu não sou mal educada ;-).

Hoje eu tenho orgulho de ser mulher, gosto de ser mulher e não desejo ser outra coisa. Hoje eu dia eu vejo o conceito mulher como algo mágico.

Um vez eu li um artigo em algum lugar dizendo que deveria haver festas para celebrar a primeira menstruação de uma menina. Que ao invés da sensação de fardo, aborrecimento e vergonha que na maioria das vezes se observa nessas circunstâncias, que deveríamos celebrar o início do florescer de mais uma mulher, a magia da capacidade de gerar a vida – e não (!!!!) eu não estou fazendo apologia à gravidez adolescente, por favor (!!!!). Mas o princípio dessa fase de transição da menina para a mulher, que é marcado pela menstruação, não deveria ser lamentado.

Lembro do meu mini-eu de 12 anos chorando loucamente e morrendo de vergonha quando fiquei menstruada pela primeira vez…

“Que coisa estranha…” eu penso agora. Nenhuma menina deveria se sentir assim. Porque sim, elas menstruam – e aproveitando a fala do vídeo – chutam, nadam, andam, falam “como uma garota”, e acordam de manhã “como uma garota” porque são “uma garota”. E isso não é algo do qual deveriam ter vergonha. É algo, sim, maravilhoso.

Ser feliz por ser mulher - Sobre Autoestima

<fonte da imagem: We ❤ it!>