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Dizer-se é tornar-se, é ser

Categoria: Mundo, Vida | 19 de agosto de 2016

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<“Amor e gratidão”. Fonte da imagem: http://www.masaru-emoto.net/english/water-crystal.html>

Existe toda uma gama gigantesca de filosofias milenares e religiões que afirmam a força criadora das palavras. Na tradição cristã, a abertura do primeiro capítulo do evangelho segundo João é das mais badalas: “No princípio era o verbo…”

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus.
Tudo foi feito por ele; e nada do que tem sido feito, foi feito sem ele.
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”
 (João 1:1-4).

Ou seja, Deus era palavra – e só foi Deus com a palavra “deus” – e a palavra era o princípio. Com ela e a partir dela a criação se deu. Nesse sentido, verbalizar é tornar real. É pela palavra que o insubstancial se faz substância.

Peguei o exemplo da tradição cristã porque fui criada católica e tenho exemplos dessa religião mais à mão. Mas a força das palavras é bastante reconhecida, acho que posso afirmar sem risco, por todas as religiões (vide a presenças de zilhões de orações). O hinduísmo, a mais antiga delas, ou pelo menos a mais antiga das tradições vivas, tem na entoação de mantras – e na crença do poder transformador das palavras – a grande base de sustentação de suas práticas. Você repete e repete a mesma coisa, de novo e de novo, e é como se, ao fazer isso, você a chamasse para si. E sua realidade se transformasse de acordo.

Uma das leitoras me pediu para escrever um post sobre mantras positivos, lá pelo Facebook, e na hora em pensei no Ho’oponopono. Como sempre vejo as coincidências desse tipo como sinais que não devem ser ignorados, me preparo aqui para finalmente falar nele.

É engraçado porque o Ho’oponopono já está na minha vida há bem um ano. Ele entrou nela via Gabriel-arcanjo (lembram dele? Meu bio-guru?) e, embora eu nunca tenha me esquecido dele, não o coloquei como prática ativa. Dei umas repetidinhas aqui e acolá, em momentos esparsos, e depois nunca mais.

Até agora :-D.

O Ho’oponopono é uma técnica de cura havaiana que tem por objetivo gerar equilíbrio e paz interior. Ele tem por núcleo a noção de total responsabilidade (!), ou seja, a ideia de que ser responsável por nossa vida engloba absolutamente **tudo** o que nela está. Isso significa dizer que tudo o que está em nossa vida, pelo simples fato de estar nela, é de nossa inteira responsabilidade. O que implica dizer que o nosso mundo, a nossa realidade, é *criação nossa*. De acordo com esse raciocínio, se males te afligem, se você sofre, se pessoas te machucam, isso só existe como projeções que saem de dentro de você. Assim, não é o mundo, a vida e as pessoas que têm que mudar, mas você. O problema não está fora, mas dentro. Dentro de você.

Um exemplo meio bobo que talvez possa ilustrar isso de alguma forma é a história do copo com água até a metade. Você pode olhar o copo e ficar aborrecido, ou estressado, ou triste, ou revoltado, ou qualquer coisa assim porque ele está metade vazio. Ou você pode olhar para ele e vê-lo como um copo metade cheio.

A realidade da experiência copo pode mudar de acordo com você.

E a responsabilidade é sua.

Ho’oponopono significa amar a si mesmo. O processo consiste na crença de que, se você deseja melhorar sua vida, você deve curá-la. E que a cura de outras pessoas que você venha a querer ajudar também, só pode ser realizada por você curando a si mesmo. Como se todos e tudo o que nos cerca fosse uma única coisa. Como se fôssemos uma parte de um todo e a cura desse todo só pudesse ser alcançada através da cura da nossa parte.

É um pouquinho enrolado de entender – pelo menos pra mim é. Mas eu quis trazer o  Ho’oponopono pra cá como primeira sugestão de palavras de poder positivas, porque ele tem tudo a ver com o meu post anterior. E vocês já, já, vão entender.

A técnica consiste em repetir, uma vez após a outra, as seguintes palavras:

“Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigado.”

Escrevendo esse post e pensando no anterior, eu me dei conta de um equívoco que fez toda a diferença: quando eu aprendi o Ho’oponopono, ou eu repetia aleatoriamente, ou eu me imaginava direcionando essas palavras a alguma outra pessoa.

Sempre pra fora.

Nunca pra dentro.

(é uma tendência minha rsrs)

Quando na verdade, desde o início e desde sempre, eu deveria estar dizendo essas coisas pra mim.

E fazendo as pazes comigo mesma…

Bem, como antes tarde do que nunca, vamos lá:

Por todas as minhas ofensas e agressões, por todo meu ódio, rancor e desprezo, por toda a minha inegável incapacidade em te dar o seu devido valor, pelo meu sarcasmo, pela minha crueldade e implacabilidade, pela minha falta total de compaixão, pelo meu ignorar das suas necessidades, por não te acolher nem te defender, por todo o meu desrespeito, Kelly, eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

★*♫.•°*°•.¸.•´¯❤★*♫.•°*°•..¸¸.*♡*.¸¸.*☆*

Por mais cuidado com o que se diz… para si.

Categoria: Mundo, Vida | 17 de agosto de 2016

“SUA IDIOTA!” Ela grita.

Eu paro. Me assusto.

Quem disse isso?

“Você.”

Eu.

Fico chocada.

Eu. Pra mim mesma.

Minha vida toda foi assim. Minha mente, essa grande inimiga ofensiva, é agressiva de um jeito que me diz coisas que ninguém diz.

De idiota pra baixo.

E não fica só dentro da minha cabeça, não. Tem horas que eu falo alto.

Grito.

As palavras saem de mim, preenchem as paredes e reverberam de volta como tapas.

A violência de tudo isso…

Eu.

Comigo mesma.

Não precisa mais ninguém.

Quantas agressões assim não passaram despercebidas e impunes?

Inúmeras.

Vezes sem conta.

Deixando feridas e marcas invisíveis.

Recentemente eu tenho me dado conta mais depressa. Olho pra mim mesma e me pergunto: “Pra quê? Pra que fazer isso?” Daí me comporto como uma mãe consolando uma criança machucada e entoo o meu mantra pessoal atual: “Eu me amo. Eu me basto. Vai ficar tudo bem”.

Parece besteira, mas adianta. Juro. Eu andei passando por umas fases punk por aqui, e noites e noites sem fim fui dormir com as mãos segurando juntos os caquinhos de coração, repetindo de novo e de novo: “Eu me amo. Eu me basto. Vai ficar tudo bem”. Vira e mexe outras frases apareciam pelo meio, entre uma repetição e outra. Uma jogada do meu inconsciente, eu acho, pra me ajudar a ouvir o que eu estava precisando. Eu deixava vir e seguia repetindo até dormir.

Os efeitos foram físicos até. Depois de uns dias disso, eu me olhava no espelho e gostava mais do que via. Infelizmente, talvez como tudo o que me faz bem, eu não mantive o hábito. Voltei pras autoesculhambações de sempre….

Mas, pelo menos, não totalmente.

Pelo menos percebendo. Me dando conta.

Passei a notar os efeitos físicos disso também.

Hoje foi um desses dias.

(*Alerta de palavrão*rsrsrs)

Tô numa fase cocô. Vou pra porra da academia *todo dia* e, ironia das ironias, só engordo. “Você está comendo mais, Kelly?”

Não.

Nãããão, caceta.

Hoje eu estava lá suando e tendo epifanias. Cheguei à conclusão de que aquele ambiente todo, que deveria ser de fazer bem, não é de céu, não. Estava eu lá, um grande tomate suento, olhando aquela porra daquele monitorzinho de merda me dizer que, depois de meia hora me fodendo na esteira, eu só tinha queimado duzentas calorias. Aí você se sente um cú. Sai de lá se arrastando. Chateado. Passa a contar calorias de coisas.

Argh.

Fiquei pensando em mim na fase corrida de rua. Comia e bebia pra caralho. Comia o que eu queria. Bebia o que eu queria. Corria as 6 voltas de quarteirão de todo dia e era isso. Às vezes ia mais rápido, às vezes menos. Nem sabia de tempo, nem de velocidade, nem de rendimento, nem de caloria gasta. Voltava pra casa super satisfeita, me sentindo o máximo, pensando em todas as coisas maravilhosas que eu ia poder comer sem culpa. E comia. E não engordava. Eu estava bem. Me sentia bem. Sentia que era suficiente. E assim, por isso, porque eu sentia e pensava assim, *era*.

E agora?

Agora eu faço musculação (nunca na vida imaginei que chegaria o dia em que eu diria isso rsrsrs) e aeróbico todos os dias, mas saio da academia me sentindo uma bosta porque sei que, mesmo fazendo todo o esforço das minhas entranhas pra conseguir correr meia hora (a meia hora mais longa de toda a existência) a 9km/h, eu não vou gastar nem 300 *escrotas* calorias.

Hoje eu estava na sala de musculação – toda espelhada, a maldita – e olhei pro meu reflexo: um tomatão nada glamouroso, nada pertencente àquele lugar de pessoas que suam lindas e que desfilam por entre os aparelhos, deslumbrantes e fluorescentes. Bastou um momento de distração e lá vieram as palavras, enchendo o espaço da minha mente: “gorda horrorosa!”

Choremos.

Mas no segundo seguinte eu levantei os olhos pra mim e falei, pelo espelho, do mal que eu estava me fazendo.

Lembrei daquele japonês que fotografou as moléculas de água…

Vocês sabem dessa?

Um cientista japonês chamado Masaru Emoto começou a fotografar cristais de água (o site dele diz “water crystals” então vou traduzir como cristais, embora nos sites em português muitos digam “molécula de água”). Ele observou que cristais da água retirada de rios e lagos não poluídos e mantidos à salvo de poluição e da intervenção humana tinham formas muito bonitas, enquanto os de água retirada de rios e lagos próximos a cidades grandes, não. Ele foi então ampliando o experimento e passou a expor água destilada a tipos variados de música – cada tipo produziu um cristal de aparência diferente. Depois, ele passou a expor amostras de água destilada à palavras ou expressões.

Esta é a imagem do cristal da água exposta às palavras “amor e gratidão”:

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E esta é a do cristal da água exposta a “você me enoja”:

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(Siniiiiistro!)

Se a gente parar pra pensar que 75% dos nossos corpos são compostos de água (!), vocês imaginem a merda que eu não estou fazendo comigo mesma, ativamente, incisiva e concretamente, com os meus “sua idota” da vida.

Triste, né?

E, pra quê?

Então, gente, todo mundo dizendo que se ama todo dia daqui pra frente, hein?

E não, eu não estou brincando.

Beijos procês.

<fonte das imagens: http://www.masaru-emoto.net/english/water-crystal.html>

Pelo direito à autoconfiança sexual

Categoria: Mundo, Vida | 12 de agosto de 2016

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<Fonte da imagem: Tumblr.>

Já tem um tempo, eu escrevi um post por aqui sobre masturbação.

Deixa eu catar…

Hmm…

Aqui!

Pois é.

Escrevo novamente, não exatamente sobre masturbação mas um assunto correlato: Pompoarismo (!!!).

Começo reforçando que meu olhar é o da “perspectiva mulher” porque, bem, sou uma. E sei como é.

Mulheres, em geral, são criadas para acharem que conhecer o próprio corpo é errado, que menstruação é feio, que secreções corporais são nojentas, que se excitar, buscar prazer, satisfazer-se é feio, etc., etc. Existe esse teatro maluco onde colocam as meninas no papel de princesas Disney, que não suam, não arrotam, não peidam, não fazem cocô e não – nã-nã-ni-nã-nã -, não transam. Elas todas têm que fingir que são esses E.T.s diáfano-angelicais que trazem bebês ao mundo por pura magia.

Enquanto meninos são estimulados desde pequenos a serem os pegadores, consumidores de pornografia (e eles também pagam lá seu preço por isso), meninas crescem ouvindo que precisam se comportar, que têm que sentar de perna fechada (porque, deus o livre, ser vista por aí de perna aberta e despertar o desejo de algum maluco, né? Meninas que se previnam e evitem provocar homens por aí – tudo culpa delas. Tudooo!!) (Alerta da ironia que pinga *plink*plink*) (Precisa?… Bom, é bom não arriscar *rsrs*), que têm que se vestir assim ou assado, falar assim ou assado, e têm que ficar quietinhas. Serem quietinhas. Boazinhas. Não serem “fáceis”. Não serem “putas”. E toda a sorte de coisas repressoras, moralistas, sustentadoras desse sistema machista de merda que todo mundo está careca de conhecer.

Resultado?

Muita gente frustrada, infeliz, que não sabe o que é ter prazer sexual. Muita gente que não consegue atingir o orgasmo e acha que tem alguma coisa errada consigo mesma. Muita gente insegura. Muita gente que acha que sexo não é nada demais, que não faz diferença. Muita gente olhando pro teto, enquanto o cara tá lá à toda, pedindo mentalmente pra ele gozar logo porque, putz! Nin-guém me-re-ce.

Mas não tem que ser assim.

Ainda que você escolha (porque ***quer***) se casar virgem com alguém, a sua primeira vez (e todas as subsequentes) não tem que ser uma merda. Se você não goza, não é porque você é frígida ou tem algum problema fisiológico. E se você acha que sexo tanto faz como tanto fez, bem, saiba que pode ser bem –

beeeeem –

diferente.

E parte do processo pra descobrir e vivenciar essas coisas é se livrar do bando de bosta que enfiam nas nossas cabeças.

Masturbar-se entra nessa porque, além de quebrar tabus aprisionadores e limitantes, promove autoconhecimento corporal. E conhecer-se ajuda muito. Conhecer o próprio corpo, saber do que se gosta, ficar à vontade com ele (o próprio corpo, eu digo) e, por conseguinte, consigo mesma, é um grande facilitador – além de um belo booster de autoconfiança nesse sentido. Afinal, saber-se capaz de *se* satisfazer é, definitivamente, *empoderador*.

Mas, vamos lá,  esse não é outro post sobre masturbação. Eu quero mesmo é falar sobre pompoarismo –

pra ajudar a transformar geral em deusas do sexo! 😀

*Uahahahahaha*.

Tô brincando :-D.

Mas não totalmente :-).

Pompoarismo é uma técnica oriental bastante antiga, derivada do tantrismo, que consiste em promover o domínio da musculatura circunvaginal. Através de exercícios, a mulher trabalha os músculos da vagina, deixando-os sarados e sinistros, para assim “evoluir” (na vibe PokemónGo) para uma entidade sobrenatural estranguladora de pênis :-D.

*Uahahahaha*

Zoando, claro.

Mas, de novo, não totalmente :-).

Agora sério:

Muito embora a principal causa para a prática do pompoarismo seja a busca por prazer – ou maior prazer – sexual, o uso dessa técnica traz uma série de benefícios em termos de saúde, como, por exemplo, prevenção (ou melhora) de flacidez vaginal, problemas de lubrificação e incontinência urinária. Mas não é por causa deles que eu resolvi falar sobre isso e sim porque, assim como a masturbação, praticar pompoarismo dá uma baita turbinada na nossa autoconfiança no tocante à sexo – além de fazer o ato sexual se tornar mais prazeroso. Ah! E o legal também: você pode até chegar a um orgasmo durante os exercícios :-D. Assim, como quem não quer nada :-). O que torna a coisa toda bem mais interessante.

Há relatos de pompoaristas sinistras que seguram canetas (!) e escrevem (!!!) com as vaginas, o que eu acho particularmente mais bizarro do que caramba-que-máximo-quero-fazer-isso-também. Mas o exemplo vale pra dar uma noção do nível de habilidade e controle da vagina a que se pode chegar.

Eu não lembro como descobri o pompoarismo. Eu tinha uns vinte e poucos quando comprei um “curso à distância” que consistia de uma apostila perebenta que mandavam pelo correio :-D. Li quase nada dela – que ainda habita a minha zona de papéis, em algum lugar do esquecimento – e não fui muito pra frente nos exercícios, não. Às vezes praticava, às vezes não, e assim a coisa foi, até não ir mais.

Daí, no mês passado, estava eu na sexshop, esse lugarzinho mágico. Conversa vai, conversa vem, a atendente mencionou que a dona da loja dava cursos de pompoarismo.

“É?!?! Que legal!!!”

Super deixei meu telefone e, passadas algumas semanas, lá estava eu, numa tarde de sábado, com mais 15 mulheres.

Tenho que falar algo sobre essa loja: a dona é uma mulher empoderadérrima e a atendente/gerente idem. Sei que o que vou dizer vai parecer estranho, mas elas fazem do ambiente algo acolhedor e familiar :-D. É bem legal. E foi assim na reunião. Foi uma coisa metade curso, metade vamos-conhecer-os-produtos-da-loja – claro, jogada comercial, mas interessante porque a mulherada se soltou e começou a trocar dúvidas e experiências, medos, desconfortos. De repente tava uma perguntando pra outras como é que fazia sexo oral, outra atestando – pra galera que tava franzindo o rosto pras bolinhas tailandesas – que sexo anal podia ser prazeroso, as mulheres mais velhas comprovando pras mais novas que super havia vida sexual pós sessenta, enfim, do nada aquilo se tornou uma reunião de amigas, dividindo intimidades e angústias, ajudando umas às outras, todas empolgadas com a técnica – e com os géis e sprays e brinquedinhos :-D.

Todo mundo saiu de lá significativamente mais pobre :-D, mas mais leve (em muitos sentidos) e mais segura de si, também.

No curso, uma das meninas reclamou que, tanto a maioria dos produtos, quanto a maior parte das justificativas e incentivos dados pela professora, focavam no prazer masculino – pra surpreender/satisfazer o homem (marido/namorado/peguete/bla), “pra deixar o cara looooouco” etc. etc. Frutos todos da sociedade machista que somos, isso não é de surpreender. Entretanto, pompoarismo não é isso. É algo que funciona tanto pra você, quanto para o seu parceiro.

Dentro do contexto do blog até, eu também não excluo o “querer dar prazer ao outro” como motivador válido. Isso porque, assim como saber-se capaz de *se* satisfazer é empoderador, saber-se capaz de dar prazer ao outro também é – sem passar por cima de si mesmo, nem dos próprios desejos e limites, claro (!!!!!), senão *não funciona*.

A verdade é que existe algo de poderoso na sexualidade – tanto pra te arrasar, quanto pra te colocar pra cima. Então por que não a explorar com a segunda opção em mente?

(Sintam-se livres para comentar e perguntar!!!)

(Beijos)