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Avaliação funcional, episódio 2: A persistência do bacon

Categoria: Vida | 19 de setembro de 2016

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Não me aguentei.

Dois meses de academia se passaram e eu fiz outra avaliação funcional.

Adivinhem o resultado?

😀

O professor pegou os meus dados, me pôs na balança, fez bioimpedância, tirou fotos malditas e, depois de passar pro sistema, abaixou a cabeça…

E riu.

😀

Ele *riu*.

Eu também.

Eu entendi.

Eu já sabia.

Ele disse: “É… Você conseguiu piorar”.

Puta merda rsrsrsrsrs

É isso aí gente. Mesmo fazendo musculação e correndo na esteira que nem hamster quase todos os dias, eu estou mais baconzita do que quando comecei :-D.

UAHAHAHA

Ai, ai… a ironia da vida.

Diagnóstico: mesmo peso, mais gordura.

E eu: “Como pode isso?!”

Como pode? Pergunto eu a vocês. Eu, que nunca fiz musculação, perder “massa magra” (músculo) ao invés de ganhar, depois de começar a fazer musculação ?!?!?!?

É muito louco tudo isso.

Segundo ele, como meu condicionamento físico tá alto, o aeróbico que eu faço tá suficiente. O que falta é pegar mais pesado no muscular.

?!?!

Ahn?!

Eu disse: “Cara, com todo o bacon que já tem aqui, tu vai me fazer ficar musculosa por baixo, e eu vou virar o boneco de marshmallow!”

Ele riu.

Mas, vamo lá, na tentativa.

“70%, Kelly. Alimentação é 70% do processo”.

Lascou-se.

Ninguém merece fazer academia **E** dieta. Na minha cabeça, fazer a primeira é justamente para não ter que fazer a segunda!

É a vida, essa coisa sarcástica.

Moral da história?

Baconzita sou, baconzita permaneço.

Tamo aí na atividade 😀

Rsrs

E enquanto eu conseguir rir disso, tá tudo bem.

 

Pelo direito à não-domesticação capilar

Categoria: Vida |

Pelo direito de ser feliz com o cabelo que se tem - Sobre autoestima

Já contei aqui da minha saga capilar (nesse post antigo). Meu cabelo é essa coisa geniosa e imprevisível, que fica sempre do jeito que bem entende. É assim desde a adolescência e, depois de muita guerra, eu aprendi a não me incomodar com ele.

Há algumas semanas eu resolvi pintá-lo de novo. Eu tenho bastante cabelo branco (também, desde a adolescência) e esse lance de tintura é um saco, né? Porque passam nem bem quinze dias e lá estão os brancos ressurgindo de novo. Você acaba escravizado. E sempre tem um mala pra reforçar, de formas indiretas e outras nem tanto, que “já está na hora de retocar as raízes” (Argh). Não sei se eu teria saco pra ficar voltando no salão de duas em duas semanas – deixa eu pensar… Hmmmmmm… Não. -, mas, com toda a certeza, eu não tenho dinheiro (:-D) (pequeno detalhe fundamental). Por isso, fiquei um tempão sem ir lá – por dureza e também (principalmente, sejamos sinceros) por uma resistenciazinha básica, por ter sido cobrada melhorias no âmbito capilar. Vocês que me leem, já sabem como a coisa funciona por aqui: veio com cobrança babaca, *fodeu*. O que nem sempre é bom, mas enfim, lá fui eu pro salão.

Como o cara que geralmente faz o meu cabelo não estava, acabei sendo atendida por um cabeleireiro desconhecido (#medo), que de cara já me conquistou por sugerir que eu mantivesse a minha mecha (eu tenho um mechão branco bem na frente). Fiquei encantada! Uma opção para fora da escravidão! O branco já está aqui mesmo – o cabelo pode crescer à vontade.

Ele pintou, fez isso, fez aquilo, e terminadas as químicas colorísticas, lá vem ele falar de tratamento.

Ok, tratamentos.

Como eu tinha conseguido um dinheiro, escolhi um que era caro, mas que, segundo ele, operava milagres. Era daqueles que você precisa pranchar o cabelo depois, pro calor selar a cutícula ou sei lá o quê.

Saí do salão com as madeixas flutuantes no estilo comercial de shampoo. E lisas. Perfeitamente obedientes.

Normalmente eu detesto meu cabelo liso. Sou uma quase careca,  daí quando o bicho alisa, fico com cara de quem tomou lambida de vaca. Mas dessa vez eu até curti. Minha filha achou lindo, o namorado se animou, foi divertido. Por isso não lavei logo de cara. Deixei o dia seguinte passar, e no próximo eu ainda não tinha lavado também. Acho que gostei dos desdobramentos relacionísticos e acabei mantendo a lisura da cabeça por mais tempo. Só que aí uma coisa muito louca aconteceu:

Eu comecei a ficar mal humorada.

Comecei a me sentir incomodada.

Comecei a me sentir não-eu.

Feia. Esquisita. Apagada.

Como que ecoando meus pensamentos, uma pessoa na faculdade vira pra mim e diz, assim que me vê chegar: “mas o que foi que você fez com o seu cabelo?!”

Pronto.

Fiquei me perguntando a mesma coisa. Por que eu não tinha lavado tudo logo?

Cheguei em casa agoniada e mergulhei no chuveiro. Passei shampoo umas três vezes pra tirar bem os artifícios domesticadores todos. Fiquei me olhando de instante em instante no espelho, na desconfiança, enquanto esperava o cabelo secar. E quando ele secou e armou, volumoso e maluco como sempre, eu respirei aliviada.

Essa vida de cabelo certinho não é pra mim, não.

Dizer-se é tornar-se, é ser

Categoria: Mundo, Vida | 19 de agosto de 2016

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<“Amor e gratidão”. Fonte da imagem: http://www.masaru-emoto.net/english/water-crystal.html>

Existe toda uma gama gigantesca de filosofias milenares e religiões que afirmam a força criadora das palavras. Na tradição cristã, a abertura do primeiro capítulo do evangelho segundo João é das mais badalas: “No princípio era o verbo…”

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus.
Tudo foi feito por ele; e nada do que tem sido feito, foi feito sem ele.
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”
 (João 1:1-4).

Ou seja, Deus era palavra – e só foi Deus com a palavra “deus” – e a palavra era o princípio. Com ela e a partir dela a criação se deu. Nesse sentido, verbalizar é tornar real. É pela palavra que o insubstancial se faz substância.

Peguei o exemplo da tradição cristã porque fui criada católica e tenho exemplos dessa religião mais à mão. Mas a força das palavras é bastante reconhecida, acho que posso afirmar sem risco, por todas as religiões (vide a presenças de zilhões de orações). O hinduísmo, a mais antiga delas, ou pelo menos a mais antiga das tradições vivas, tem na entoação de mantras – e na crença do poder transformador das palavras – a grande base de sustentação de suas práticas. Você repete e repete a mesma coisa, de novo e de novo, e é como se, ao fazer isso, você a chamasse para si. E sua realidade se transformasse de acordo.

Uma das leitoras me pediu para escrever um post sobre mantras positivos, lá pelo Facebook, e na hora em pensei no Ho’oponopono. Como sempre vejo as coincidências desse tipo como sinais que não devem ser ignorados, me preparo aqui para finalmente falar nele.

É engraçado porque o Ho’oponopono já está na minha vida há bem um ano. Ele entrou nela via Gabriel-arcanjo (lembram dele? Meu bio-guru?) e, embora eu nunca tenha me esquecido dele, não o coloquei como prática ativa. Dei umas repetidinhas aqui e acolá, em momentos esparsos, e depois nunca mais.

Até agora :-D.

O Ho’oponopono é uma técnica de cura havaiana que tem por objetivo gerar equilíbrio e paz interior. Ele tem por núcleo a noção de total responsabilidade (!), ou seja, a ideia de que ser responsável por nossa vida engloba absolutamente **tudo** o que nela está. Isso significa dizer que tudo o que está em nossa vida, pelo simples fato de estar nela, é de nossa inteira responsabilidade. O que implica dizer que o nosso mundo, a nossa realidade, é *criação nossa*. De acordo com esse raciocínio, se males te afligem, se você sofre, se pessoas te machucam, isso só existe como projeções que saem de dentro de você. Assim, não é o mundo, a vida e as pessoas que têm que mudar, mas você. O problema não está fora, mas dentro. Dentro de você.

Um exemplo meio bobo que talvez possa ilustrar isso de alguma forma é a história do copo com água até a metade. Você pode olhar o copo e ficar aborrecido, ou estressado, ou triste, ou revoltado, ou qualquer coisa assim porque ele está metade vazio. Ou você pode olhar para ele e vê-lo como um copo metade cheio.

A realidade da experiência copo pode mudar de acordo com você.

E a responsabilidade é sua.

Ho’oponopono significa amar a si mesmo. O processo consiste na crença de que, se você deseja melhorar sua vida, você deve curá-la. E que a cura de outras pessoas que você venha a querer ajudar também, só pode ser realizada por você curando a si mesmo. Como se todos e tudo o que nos cerca fosse uma única coisa. Como se fôssemos uma parte de um todo e a cura desse todo só pudesse ser alcançada através da cura da nossa parte.

É um pouquinho enrolado de entender – pelo menos pra mim é. Mas eu quis trazer o  Ho’oponopono pra cá como primeira sugestão de palavras de poder positivas, porque ele tem tudo a ver com o meu post anterior. E vocês já, já, vão entender.

A técnica consiste em repetir, uma vez após a outra, as seguintes palavras:

“Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigado.”

Escrevendo esse post e pensando no anterior, eu me dei conta de um equívoco que fez toda a diferença: quando eu aprendi o Ho’oponopono, ou eu repetia aleatoriamente, ou eu me imaginava direcionando essas palavras a alguma outra pessoa.

Sempre pra fora.

Nunca pra dentro.

(é uma tendência minha rsrs)

Quando na verdade, desde o início e desde sempre, eu deveria estar dizendo essas coisas pra mim.

E fazendo as pazes comigo mesma…

Bem, como antes tarde do que nunca, vamos lá:

Por todas as minhas ofensas e agressões, por todo meu ódio, rancor e desprezo, por toda a minha inegável incapacidade em te dar o seu devido valor, pelo meu sarcasmo, pela minha crueldade e implacabilidade, pela minha falta total de compaixão, pelo meu ignorar das suas necessidades, por não te acolher nem te defender, por todo o meu desrespeito, Kelly, eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigada.

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