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A ilusão do pedaço que faz do nosso pedaço, inteiro – parte 2

Categoria: Relacionamentos | 17 de dezembro de 2014

Demorou pra sair essa parte 2, né, gente? 😀

Peço desculpas. Minha vida anda meio insana. Mas vamos lá: antes tarde do que nunca 😀

Começo essa parte 2 retomando o finzinho da parte 1, quando eu estava falando dos meus anos de terapia e da loucura que é o fato de eu ter passado a maioria esmagadora desse tempo, que deveria ser para mim, falando do meu relacionamento. Isso me fez lembrar um filme: Comer, rezar, amar. Vocês já viram? É um filme lindo e ótimo pra ilustrar as coisas que eu tenho dito aqui. Vou usá-lo nesse post pra dar continuidade as coisas que eu já venho dizendo lá, desde a parte 1.

O Comer, rezar, amar começa falando a mesma coisa que o fim do meu post anterior. A personagem principal – Liz – está contando a história de uma amiga psicóloga que vai trabalhar com refugiados de um lugar onde houve um grande desastre natural, que fez com que as pessoas perdessem tudo. Ao invés de trabalhar essa perda durante a terapia, de tentar lidar com a tragédia, Liz pergunta: adivinha sobre o que essas pessoas queriam falar com a psicóloga?

Seus relacionamentos amorosos.

Seria inacreditável se não rolasse uma identificação tão imediata com relação a isso.

Relacionamentos amorosos têm essa capacidade impressionante de se tornarem o centro das nossas vidas – acho que por causa dessas construções sociais de que é o outro que nos completará, é o outro que nos fará felizes – e, no fim, é justamente essa característica que acaba sendo o elemento motivador do fim na maioria dos casos – ou, quando não do fim, de muito, muito, muito, muitoooo desgaste. E o que tudo isso tem a ver com autoestima? Tudo.

Retomo a foto que eu usei pra ilustrar o post anterior:

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Autoestima tem tudo a ver com isso.

Acho que estou me repetindo, mas sempre vale: se a gente deposita a chave da nossa felicidade no outro, o que acontece quando o outro vai embora? Quando a gente faz do outro o centro da nossa vida, o que acontece se – quando – o pra sempre acaba?

Hoje em dia eu vejo a autoestima não só como um escudo que protege a gente das variáveis da vida e da inconstância das pessoas, mas também como uma ponte para o outro. Quanto mais sólida a nossa autoestima, mais sólida a ponte, menores as chances da ponte ruir sob os nossos pés e levar a gente pra debaixo dos escombros. A metáfora é fraquinha mas acho que funciona. E o que eu estou dizendo aqui eu digo com base naquilo que aprendi a duras penas, ao longo de dez anos.

No filme a Liz diz – ou dizem pra ela – “nunca deixe ninguém amar você menos do que você se ama”; uma concepção que, de certa forma, se a gente parar pra olhar, já está meio implícita nas nossas relações amorosas. Mas o que acontece se seu amor por si mesmo é insuficiente? pouco? inexistente?

Desastre.

Hoje em dia eu aceito uma coisa contra a qual eu iludidamente lutei a maior parte da minha vida: as coisas acabam. Como absolutamente tudo nesse mundo – nossas vidas inclusive – relacionamentos amorosos acabam. Foi uma admissão difícil pra mim e eu sempre sinto a dor desse desencanto – porque pra mim isso foi um processo de desencanto de mundo mesmo – quando eu vejo casais que eu conheço se separarem. É como se mais um pouquinho da mágica de tudo fosse embora.

Mas existem mais de 7 bilhões de pessoas na terra, e se um pouquinho da mágica vai embora de um lado, ela pode ressurgir em algo novo do outro. Não existe só uma pessoa pra você em toda a sua existência. Não existe o único grande amor da sua vida, mas únicos grandes amores de momentos da sua vida. Momentos que podem ser longos ou curtos, mas que invariavelmente acabarão, nem que seja com a morte de alguém.

E o que fazer quando acaba? Bom, não tem muito o que fazer a não ser seguir andando. Vai seguir chorando por um tempo, vai. Mas e daí? Deixa sofrer. Deixa chorar. Deixa sair. Deixa pra trás. Dói pra cacete, mas passa *e sim, esse é aquele momento em que aquele que está passando por um término quer socar a cara da gente, porque o que quer dizer isso?!?!? Passa?? Como assim passa?!?!* 😀 Mas passa mesmo. E passa mais rápido quando a gente está inteiro.

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A ilusão do pedaço que faz do nosso pedaço, inteiro – parte 1

Categoria: Relacionamentos | 13 de novembro de 2014

Eu me sentei aqui para escrever sobre relacionamentos amorosos, mas passei meia hora olhando pra tela em branco do computador, me perguntando se deveria realmente escrever sobre isso, ou como eu poderia passar as coisas que consegui aprender na minha vida até agora, sem soar cínica demais – ah, sim, porque eu já fui acusada de cinismo com relação a isso 🙂 . Minha resposta? “Cínica, não. Realista.”

Já mencionei antes por aqui que a minha jornada pelo Reino do Amor Romântico teve um início totalmente idealista, digno de uma Princesa da Disney. Não pelo que aconteceu comigo – de jeito nenhum 😀 *uahaha* os que me acompanham sabem bem que minhas aventuras (mais pra desventuras) românticas passam bem longe de um momento mágico, dançando na floresta, ao som de ♩♫♭♪ foi você ♩♫ o sonho bonito ♩♪ que eu sonhei…♩♫♭♪ – mas idealista pelo que eu buscava. O caminho que me trouxe do Fantástico Mundo do Amor Ideal, ao realismo do agora, durou uns 15 anos; dez últimos dos quais eu passei, como profetiza o status do Facebook, “em um relacionamento sério”.

Eu posso dizer com toda a segurança do mundo pra vocês, que esse tal Amor Ideal não existe – mas isso já era pra estar implícito no conceito, não? Ideal é aquilo que não é real. Aquilo que, tornado realidade, cessa de ser ideal… E azeda *uahahaha* 😀

Era pra estar implícito, mas não está. E a ideia do Amor Ideal, que todos devemos buscar, é martelada em nossas cabeças desde que somos pequenos. Ou pelo menos, foi assim comigo e com muitas meninas da minha geração: receita e programação para a frustração e infelicidade, porque *nenhum* homem real vai ser o Príncipe Felipe, gente – e, ‘vamo’ combinar: se um cara chegasse do nada na floresta e se intrometesse na minha dança com os animais, eu ia era dar um jeito de sair fora rapidinho, e não me jogar deslumbrada nos braços dele 😀 – e nenhuma de nós é a Princesa Aurora também – a perfeição do encanto, doçura e beleza.

Somos enganados desde sempre com histórias lindas e melosas e fofas; somos iludidos com o pra sempre; quando na verdade, quem sinalizava a verdade era o Renato Russo, quando cantava ♩♫♭♪ se lembra quando a gente ♩♫ chegou um dia a acreditar ♭♪ que tudo era pra sempre ♫♪ sem saber ♩♫ que o pra sempre sempre acaba ♩♫♭♪

E se não acaba é por pura força de vontade e entubação de podre alheio – o que vale pros dois lados, é claro.

Alguém que tivesse sido sincero comigo sobre as baixarias, e sapos, e estresses, e bostas boiando por debaixo da ponte, que rolam quando duas pessoas resolvem se relacionar romanticamente, teria me preparado infinitamente melhor pras coisas que eu vivi, e pra certas decisões já tomadas e ainda por serem tomadas na minha vida. Sempre que eu escuto alguém me dizer que os pais ou avós estão juntos a não sei quantas décadas, eu penso: “putz, será que não rolou baixaria?” Porque eu bem queria saber. Até pra entender como se supera certas coisas, ou se certas coisas são superáveis.

A gente é lançado no mundo dos relacionamentos amorosos com essa ilusão de que “amor é tudo”, que “o amor supera todos os obstáculos”, de que amor é essa força mágica que “cura tudo”: amor materno, talvez; o único verdadeiramente incondicional. Mas, no campo do amor romântico, as coisas não são tão simples assim. Você pode amar com todo o seu coração, por exemplo, um cara viciado em heroína que te rouba e te espanca – e não, isso não é um absurdo: amor é uma coisa estranha, e incompreensível, e que não se deixa reger por regras sociais ou “merecimentos” – que isso não vai te impedir de pegar as suas coisas e ir embora – isso é, não vai te impedir se você tiver amor por si mesma o suficiente para fazê-lo.

A gente também parte pra Jornada Amorosa com uma lista de atos imperdoáveis gravada na cabeça, sem saber que o imperdoável é muito, muito, MUITO circunstancial e relativo. Eu lembro que, uma vez, conversando com uma outra mãe na aula de natação, comentei por alto sobre umas cagadas que rolaram durante a minha gravidez. Ela, que havia passado pelas mesmas coisas com o marido (agora ex),  mas que tinha pego as coisas dela e se mandado de volta pra casa dos pais, virou pra mim e disse:

“Ah… você se sujeitou”.

*Detalhe para o julgamento que pinga*pluck pluck*

Eu nunca tinha pensado na minha situação dessa forma, como um sujeitar-se, mas talvez tenha sido mesmo, de certa forma… não sei. A verdade é que ninguém fica junto com ninguém por 1, 5, 10, 20, 30 etc anos se não se “sujeitar” (pra usar a palavra que mãezinha-da-natação usou, mas que eu não acho que seja de todo acertada por causa da carga negativa) de alguma forma a alguma coisa – a grande questão é “sujeitar-se” a **quê?** E essa aí, só cada um de nós pode descobrir a resposta.

Talvez, sendo completamente honesta, eu também tivesse saído fora se eu tivesse tido pra onde correr. Mas, não necessariamente, isso teria sido melhor também. Às vezes, a gente foge de determinadas situações, somente para passar de novo por elas, com outras pessoas, mais pra frente na vida. É aquilo que eu já disse: as lições que a gente precisa vivenciar tendem a nos seguir pela nossa existência, até que a gente aprenda o que tem que aprender – na marra 😀 . Se eu tivesse tido a casa da minha mãe pra voltar, e tivesse voltado para lá, certamente eu não estaria aqui escrevendo esse post pra vocês, porque eu não teria aprendido os zilhões de coisas que eu aprendi porque fiquei.

Relacionamentos amorosos não são esse país das maravilhas da felicidade que a gente é levado a acreditar. A própria sociedade programa a gente pra decepção e pro fracasso, motivo pelo qual talvez tanta gente se separe hoje em dia. Não é só porque estamos mais egoístas, mais autocentrados e mais intolerantes; mas também – e eu acho que, principalmente – porque pessoas incompletas, cheias de vazios emocionais, cheias de questões, são levadas a crer que no outro – “A pessoa”,  “O amor da vida”, “A alma gêmea” – elas vão encontrar o preenchimento, a razão, a completude. Mas gente (!!!), é justamente o oposto: é com o outro que o bicho pega, que as nossas questões são cuspidas de volta na nossa cara, como em espelho. Sem saber disso, muita gente vai trocando, vai de par em par em busca “dA pessoa certa”, quando pessoa nenhuma no mundo vai ser capaz de tapar os nossos buracos (até porque elas vão estar ocupadas demais esperando que nós tapemos os buracos delas 😀 ) a não ser nós mesmos.

O caminho da completude está dentro da gente, e não em outras pessoas.

Mantra do dia: repitam comigo: *o caminho da completude está dentro da gente, e não em outras pessoas* rsrsrsrs 😀

Eu fiz aí uns 6 a 7 anos de terapia. Acho que, sem medo de errar, eu posso afirmar que, 90% das muitas horas que eu passei dentro da sala da minha terapeuta, foram gastas falando do meu relacionamento. Ridículo isso. Ao invés de falar de mim, das minhas questões, ao invés de tentar resolver meus problemas de autoestima, ao invés de tantas coisas importantes, eu falei do meu relacionamento amoroso: “porque ele fez isso”, “porque ele fez aquilo”, “porque ele não fez isso”, “porque ele não fez aquilo”, “porque ele não disse isso”, “porque ele não disse aquilo”, “porque ele não me tratou assim”, “porque ele me tratou assado”, “ele etc,etc,etc,etc”…

A gente faz do outro o nosso centro. A gente deposita no outro a responsabilidade – que é, na verdade, um puta de um fardo – de fazer a gente feliz, quando os únicos responsáveis pelo que sentimos somos nós mesmos.

Mas esse post já está ficando gigante rsrsrsrs.

Vou deixá-los pensando nessas coisas e a gente continua depois.

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   <fonte da imagem: We ❤ it!>

Pra quem não conhece a mitológica cena da Aurora dançando com o Felipe, tá aqui ó:

 

E pra quem não conhece a música do Legião Urbana que eu mencionei, segue aqui (e vale a pena ouvir porque é uma das músicas mais maravilhosas do mundo inteiro :-D)

Pelo direito de ser completo

Categoria: Mundo, Relacionamentos | 9 de agosto de 2014

Existe uma ilusão coletiva de que somos seres incompletos. Metades a buscar pelas metades que nos farão inteiros: amores da vida; almas gêmeas; para-sempres. Não sei se é uma questão geracional. Não sei se é algo perpetuado apenas (ou principalmente) nas meninas – com todas as histórias de princesas etc. – mas sei que é ilusão. Uma ilusão perigosa. Um caminho certeiro para a infelicidade.

Eu digo essas coisas por experiência própria. Passei grande parte da minha vida desejando esse alguém. Sonhando com o homem que havia sido feito pra mim. Aquele que chegaria e me arrancaria da minha vida miserável para me levar a uma existência feliz, finalmente completa. Não sei de onde eu tirei essas coisas. Como não sou apenas eu, como conheço muita gente que pensa/pensou da mesma forma – mesmo que sem perceber – ou sonha/sonhava com isso, acho que é um fenômeno social. Mas minha situação familiar contribuiu muito para isso: por 25 anos – mais de dois terços da minha existência – minha mãe foi casada com aquele que ela proclamava o amor de sua vida. Sua alma gêmea. Até que a alma gêmea um belo dia – pouco depois que ela havia descoberto um câncer – chegou e disse que não a amava mais e que o casamento havia acabado. O homem íntegro e perfeito, descobriu-se, havia sido infiel quase que pela totalidade dos 25 anos, até que, tendo se apaixonado e construído uma vida com uma das amantes, resolveu pedir o divórcio.

Ilusão. Tudo ilusão. Uma da qual minha mãe nunca se recuperou.

Mesmo tendo testemunhado o desfecho dessa história, minha crença naquele que me completaria, no meu amor da vida, nunca se enfraqueceu. Ele nunca me sacanearia. Ele nunca faria o que meu pai fez. Não, ele não seria perfeito: seria perfeito para mim. Hoje, em um relacionamento de dez anos eu penso: quanta burrice – burrice por acreditar na vida como um conto de fadas e por falhar totalmente em perceber que “perfeito para mim” estava longe de significar um ser idílico recém saído de um sonho romântico.

Eu já disse aqui, em algum post, que as pessoas que nas nossas vidas ocupam os lugares mais próximos da gente são aquelas de quem a gente precisa. Não para nos completarem, não para nos fazerem felizes, mas para nos fazerem aprender. É através delas que a vida nos força a encarar nossas questões. De novo. E de novo. E de novo. Até que nós as encaremos de frente e as resolvamos. E não, isso não é agradável.

Eu, sempre muito complexada, tinha essa necessidade absurda de ser especial pra alguém: ser a favorita, a única, a melhor, sei lá: o grande amor da vida, etc. Ironicamente, eu nunca fui essa pessoa para o meu marido – que foi também meu primeiro e único namorado – ou ele nunca me fez sentir que eu era essa pessoa pra ele. Uma vez, conversando sobre isso com a minha terapeuta eu disse: “Eu só queria ser especial pra alguém”; e ela pra mim: “Bom, pra ser especial para alguém, primeiramente você teria que ser – SER – verdadeiramente especial”.

*Ai*

Tapão de realidade na cara.

Eu sou especial? Especial no sentido de fora da realidade de maravilhosa? O presente do destino para alguém como eu queria me sentir?

Não. Sou uma pessoa comum. Cheia de defeitos. Nada excepcional. Sou até bem escrota muitas vezes. Então como posso querer ser excepcional para alguém se eu não o sou nem em mim e nem na relação?

Tudo isso faz parte da ilusão dos relacionamentos amorosos. A gente espera ser visto como o único: a única metade possível. E em contrapartida a gente espera que o outro venha suprir os nossos buracos, as nossas carências, as nossas necessidades. Mas isso é receita para a infelicidade e o desastre. Nossas expectativas se tornam tão mastodônticas, que é quase impossível para o outro supri-las. Injusto até. E do outro lado a outra pessoa, com suas questões, buracos e carências, também deposita expectativas em você que você é incapaz de atender. E aí, o que acontece? Desgaste. Sofrimento. Desilusão. Decepção. E mais desgaste. Mais sofrimento. Mais desilusão. Mais decepção. Mais desgaste ainda. E mais ainda. Até que de tanto desgastar não resta mais nada. E acaba.

Acaba?! Como assim acaba?! Não era pra sempre?!?

O problema dos contos de fadas – e a grande maioria das histórias românticas – é que eles acabam no clímax. Naquele momento perfeito de paixão onde tudo é lindo e os defeitos não significam nada. Mas o que é esse momento dentro de um ‘para sempre’? É um pum. Essas coisas alimentam a ilusão e nos despreparam para a realidade. Elas nos lançam em busca de metades que não existem – talvez seja por isso que os relacionamentos não duram mais tanto – porque nós não somos metades: somos inteiros. E a resposta – como diz aquele poema que eu coloquei em um post – não está fora, está dentro. Ninguém pode preencher verdadeiramente nossos espaços a não ser nós mesmos. O que acontece muitas vezes é a ilusão de preenchimento, mas ela não dura muito. E se não nos conscientizamos, sem sentir, nos tornamos verdadeiros buracos negros emocionais, a sugar e sugar vorazmente o externo, sem nunca preencher. Mas ninguém pode tapar nossos buracos – e nem deve. É covardia esperar isso de alguém. É perigoso também.

Se depositamos a chave de nossa felicidade e completude no outro, o que acontece quando o pra sempre dura pouco? Minha mãe, por exemplo, morreu. Mergulhou numa infelicidade sem fim, definhou, adoeceu e morreu.

Por um tempo eu me ressenti do meu pai por isso – acho até que ainda me ressinto um pouco – mas, muito embora ele tenha feito muita coisa errada, não foi ele quem construiu a ilusão – embora a alimentasse. Talvez ele também quisesse acreditar que era o ser maravilhoso que minha mãe imaginou, e que todos nós acabamos acreditando que ele fosse… Não sei. De qualquer maneira, não é justo ser responsabilizado pela felicidade e pela vida de alguém. A nossa vida e a nossa felicidade são de responsabilidade única e exclusivamente nossa e nada de bom há de vir de depositá-las nas mãos dos outros.

Não precisamos de outros para sermos completos. Não precisamos de outros para sermos felizes. Somos inteiros, não somos metades. Os outros estão no mundo para enriquecerem nossas vidas, não para serem nossas vidas. E quanto mais completos nos sentimos em nossos inteiros, nós conosco mesmos, maiores são as chances de nos relacionarmos de maneira positiva e duradoura com os outros, e de compartilhar felicidade e não carência, problemas, questões.

Portanto, se você está em busca do amor da sua vida, olhe no espelho. É lá o lugar onde você encontrará a única pessoa com o poder de ter fazer feliz. Verdadeira e absolutamente feliz.

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<fonte da imagem: Tumblr.>