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Primeiro você ♥

Categoria: Música, Relacionamentos, Vida | 15 de janeiro de 2015

Eu estava no carro esse fim de semana quando minha prima colocou uma música pra gente ouvir. Música triste, linda, linda… Na hora pensei que tinha que trazer pra cá, e então, cá estou eu :-D.

Vou colocar o vídeo com a legenda em português – e o clip tem tudo a ver com o motivo pelo qual eu resolvi trazer essa música pro #SobreAutoestima – e depois comento:

Essa é pra todas as pessoas que se encontram em relacionamentos abusivos – emocionalmente, fisicamente, psicologicamente, ou todas as opções anteriores. Relacionamentos que machucam, que sugam (detalhe pras alminhas sendo sugadas no clip), que despedaçam. Que vocês tenham a força pra pular fora, pra deixar acabar. Pra deixar sofrer, mas deixar passar – deixar ir *let it go* let it go* – pra ficar bem depois. Acima de tudo: pra não voltar, não repetir. Pra não dar a mais ninguém o poder de lhes fazer mal.

E como nada disso é simples nem fácil: força aí.

Pra encerrar eu fecho com o Osho – sempre uma boa ideia – porque eu dei de cara com esse texto dele a caminho do blog e não vou ignorar a sugestão 😀 :

“Primeiro fiquei sozinho.

Primeiro comece a se divertir sozinho.

Primeiro ame a si mesmo.

Primeiro seja tão autenticamente feliz que se ninguém vem, não importa: você está completo, cheio, transbordando.

Se ninguém bate a sua porta, está tudo bem.

Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.

Você está em casa.

Se alguém vier, bom. Belo.

Se ninguém vier, também é bom e belo.

Primeiro você.”

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“Pare de romantizar coisas que machucam”

<fonte da imagem: Tumblr.>

Pelo direito de ser como a Elsa e sair cantando *let it go*

Categoria: Amor Próprio, Filmes, Música | 23 de julho de 2014

Eu entrei aqui pra escrever pensando nessa imagem:

Destrua este diário - sobre autoestima

É a capa de um livro que eu nunca li nem sei sobre o que se trata, mas me fez lembrar de quando eu destruí anos e anos de diário escrito em uma catarse libertadora. Então pensei em falar sobre desapego.

Como já vinha pensando nessa música da Elsa há um tempo – “let it go, let it gooooOoo” – resolvi juntar as duas coisas. Para quem não viu Frozen, é a história de duas irmãs, mas da mais velha, principalmente, que tem poderes mágicos. Desde pequena, ela é ensinada a reprimi-los, escondê-los – ou seja, a reprimir-se e esconder-se – a não deixar que ninguém visse quem ela realmente era, a ser outra pessoa.

O momento da música – let it go, let it gooooo – é o instante no filme em que a Elsa resolve deixar tudo isso pra trás, ligar o foda-se e ser quem ela realmente é. É o momento mágico da auto aceitação – E que momento mágico (!!!). Em uma das melhores cenas de todos os tempos da Disney, ela canta “Let it go, let it goooo” – tradução literal “deixe ir, deixe ir” mas cantado em português como “livre estou, livre estou” em uma conexão interessante entre o desapego – o deixar ir, o livra-se do que não serve – e a liberdade.

“Não vou me arrepender do que ficou pra trás” – no original em inglês “the past is in the past”: tradução literal: “o passado está no passado” pronto e acabado. Como ela diz: “turn my back and slam de door”: “viro as costas e bato a porta”.

Mencionei em um post anterior que uma das minhas maiores dificuldades era perdoar a mim mesma. O passado estava sempre presente na minha cabeça, representado pelo fluxo constante das lembranças dos meus erros, fazendo com que eu me detestasse ainda mais. Além das memórias dos erros, as memórias das coisas ruins – normalmente associadas por mim como erros meus – também estavam sempre perto, emergindo das profundezas quando eu menos esperava – no ônibus a caminho de algum lugar, em um momento de pausa qualquer, nos meus sonhos… – e era como viver tudo de novo – uma coisa horrorosa. Outra maneira de revisitar essas coisas era através dos meus diários. Eu tinha fichários e fichários de diário. Com tudo de podre, toda dor, todo complexo, todas as decepções, tudo lá. Escrito, desenhado, pintado, colado, impresso, em prosa, em poema, de todas as formas. Abrir aquilo era como tomar um soco no estômago. Às vezes eu nem precisava abrir. Estava lá. A presentificação do passado, mantendo junto de mim aquilo que tinha que ter ficado pra trás. Por anos e anos e anos.

Daí um dia eu resolvi me livrar daquilo tudo. Cheguei no meu momento “já chega”. Eu já estava nos vinte e alguma coisa. Entrei no meu quarto, tirei tudo do armário e comecei a rasgar. Rasguei tudo em mil pedacinhos, toneladas e toneladas de papel e mágoa, e joguei fora. Só faltei jogar pra cima e cantar “livre estou, livre estou”, mas enfim, sabe como é, ainda não tinham inventado a música :-D. Havia coisas ali que eu gostaria de ter mantido? Acho que sim. Mas é como a Elsa fala na música: “I know I left a life behind but I’m too releived to grieve” : “eu sei que deixei uma vida pra trás mas estou aliviada demais pra sofrer”.

Apego é uma coisa estranha. A gente se apega não só a coisas e pessoas, mas também a mágoas, lembranças ruins, sofrimento. Em todos os casos, não é uma coisa boa, mas no caso dos três últimos é pior. O peso é maior. É a tal da mochila que a gente carrega. A gente vai enchendo, enchendo, até quase sucumbir com o peso, quando deveria mesmo era tacar a porcaria no chão, deixar pra trás, se livrar. Ou fazer como a Elsa: construir logo um castelo fodástico de gelo lindo e maravilhoso onde viver feliz, livre e poderosa (desejando a todas as inimigas vida longa :-D): a auto aceitação.

<fonte da imagem: Google>