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Pelo direito de ser como a Elsa e sair cantando *let it go*

Categoria: Amor Próprio, Filmes, Música | 23 de julho de 2014

Eu entrei aqui pra escrever pensando nessa imagem:

Destrua este diário - sobre autoestima

É a capa de um livro que eu nunca li nem sei sobre o que se trata, mas me fez lembrar de quando eu destruí anos e anos de diário escrito em uma catarse libertadora. Então pensei em falar sobre desapego.

Como já vinha pensando nessa música da Elsa há um tempo – “let it go, let it gooooOoo” – resolvi juntar as duas coisas. Para quem não viu Frozen, é a história de duas irmãs, mas da mais velha, principalmente, que tem poderes mágicos. Desde pequena, ela é ensinada a reprimi-los, escondê-los – ou seja, a reprimir-se e esconder-se – a não deixar que ninguém visse quem ela realmente era, a ser outra pessoa.

O momento da música – let it go, let it gooooo – é o instante no filme em que a Elsa resolve deixar tudo isso pra trás, ligar o foda-se e ser quem ela realmente é. É o momento mágico da auto aceitação – E que momento mágico (!!!). Em uma das melhores cenas de todos os tempos da Disney, ela canta “Let it go, let it goooo” – tradução literal “deixe ir, deixe ir” mas cantado em português como “livre estou, livre estou” em uma conexão interessante entre o desapego – o deixar ir, o livra-se do que não serve – e a liberdade.

“Não vou me arrepender do que ficou pra trás” – no original em inglês “the past is in the past”: tradução literal: “o passado está no passado” pronto e acabado. Como ela diz: “turn my back and slam de door”: “viro as costas e bato a porta”.

Mencionei em um post anterior que uma das minhas maiores dificuldades era perdoar a mim mesma. O passado estava sempre presente na minha cabeça, representado pelo fluxo constante das lembranças dos meus erros, fazendo com que eu me detestasse ainda mais. Além das memórias dos erros, as memórias das coisas ruins – normalmente associadas por mim como erros meus – também estavam sempre perto, emergindo das profundezas quando eu menos esperava – no ônibus a caminho de algum lugar, em um momento de pausa qualquer, nos meus sonhos… – e era como viver tudo de novo – uma coisa horrorosa. Outra maneira de revisitar essas coisas era através dos meus diários. Eu tinha fichários e fichários de diário. Com tudo de podre, toda dor, todo complexo, todas as decepções, tudo lá. Escrito, desenhado, pintado, colado, impresso, em prosa, em poema, de todas as formas. Abrir aquilo era como tomar um soco no estômago. Às vezes eu nem precisava abrir. Estava lá. A presentificação do passado, mantendo junto de mim aquilo que tinha que ter ficado pra trás. Por anos e anos e anos.

Daí um dia eu resolvi me livrar daquilo tudo. Cheguei no meu momento “já chega”. Eu já estava nos vinte e alguma coisa. Entrei no meu quarto, tirei tudo do armário e comecei a rasgar. Rasguei tudo em mil pedacinhos, toneladas e toneladas de papel e mágoa, e joguei fora. Só faltei jogar pra cima e cantar “livre estou, livre estou”, mas enfim, sabe como é, ainda não tinham inventado a música :-D. Havia coisas ali que eu gostaria de ter mantido? Acho que sim. Mas é como a Elsa fala na música: “I know I left a life behind but I’m too releived to grieve” : “eu sei que deixei uma vida pra trás mas estou aliviada demais pra sofrer”.

Apego é uma coisa estranha. A gente se apega não só a coisas e pessoas, mas também a mágoas, lembranças ruins, sofrimento. Em todos os casos, não é uma coisa boa, mas no caso dos três últimos é pior. O peso é maior. É a tal da mochila que a gente carrega. A gente vai enchendo, enchendo, até quase sucumbir com o peso, quando deveria mesmo era tacar a porcaria no chão, deixar pra trás, se livrar. Ou fazer como a Elsa: construir logo um castelo fodástico de gelo lindo e maravilhoso onde viver feliz, livre e poderosa (desejando a todas as inimigas vida longa :-D): a auto aceitação.

<fonte da imagem: Google>

Pelo direito de ser feliz com o cabelo que se tem

Categoria: Amor Próprio | 20 de julho de 2014

Pelo direito de ser feliz com o cabelo que se tem - Sobre autoestima

Era uma vez uma menina que tinha o cabelo determinado pelos padrões como lindo: liso, levemente anelado nas pontas, macio, brilhoso, etc.

Aí veio a adolescência e *SWOOOSH* acabou com tudo isso.

O cabelo lindo virou “cabelo ruim”, “pixaim”: rebelde, cheio, uma coisa estranha entre o liso e o crespo.

A mãe da menina – sem saber que hormônios também transformam o cabelo da gente – disse que a transformação era culpa dela: que a menina havia estragado o próprio cabelo, porque não cuidava direito, etc – mais uma coisa pra lista interminável de falhas e inadequações. Inconsciente de que fazia mal, a mãe cantava músicas infames como aquela do Luiz Caldas: “nega do cabelo duro, qual é o pente que te penteia?”, etc etc entre piadas e comentários igualmente rotuladores e preconceituosos. Insistindo em alterar o que não tinha jeito e em perseguir um tipo de cabelo ideal que simplesmente não era mais o da menina, na tentativa de ajudar, a mãe fez pior.

*Entendam, estamos falando de uma época anterior à Grande Revolução da Escova Progressiva. Tentar alisar o cabelo de alguém era desastre certo*

Mas é claro que a mãe da menina tentou. E é claro que foi um desastre.

De “ruim”, o cabelo foi pra “pior ainda”, assim como foi a autoimagem da menina.

Depois de anos de sofrimento, musiquinhas, piadas e uma batalha diária e sangrenta com o próprio cabelo – a cereja do bolo de auto-rejeição – uma pessoa mágica entrou na vida da menina: um cabelereiro que a ensinou 2 lições preciosas:

>> NUNCA escove o seu cabelo – principalmente se ele estiver seco.

>> Após o banho: ATIVADOR DE CACHOS NELE!

E *TCHARAAAAAAN* fez-se a luz.

As duas lições constituem as Leis Básicas do Cabelo Enrolado. Mas a menina não as conhecia porque, seguindo as instruções da mãe, ela continuava a lidar com o cabelo como se ainda fosse liso. Mas ele não era mais liso. Seu cabelo havia cruzado definitivamente a fronteira do submundo, para o núcleo do Reino da Marginalidade Capilar. E como “o que não tem remédio, remediado está”, era inútil lutar contra isso.

Frase da minha vida: anos de sofrimento desnecessário.

Moral da história: “A culpa é sempre da mãe”? Não.

Como toda mãe, a minha queria o melhor pra mim. Querendo o meu bem ela me fez mal, sim, mas enfim… como toda mãe, a minha era humana. Na verdade, como toda mãe, ela tinha um projeto: tendo experimentado pobreza e violência física na infância, ela se prometeu que seus filhos nunca passariam por isso. E de fato, não passamos. E o que é autoestima comparado a isso? Na época dela, acho que nem se falava sobre isso. Nem se pensava sobre isso. Autoestima é uma questão geracional, acho, e a baixa autoestima tornou-se um mal social – na minha opinião de não especialista – principalmente, da minha geração pra cá – ou talvez eu perceba dessa forma porque estou no bolo, sei lá. De qualquer forma, como eu vivi isso, como eu sofri com isso, como mãe, o meu projeto é não deixar que meus filhos passem por isso (e quem mais eu conseguir ajudar :-D).

Moral da história: aceitação.

A partir do momento que eu aceitei meu cabelo pelo que ele era e não pelo que me diziam que ele tinha que ser – não só minha mãe, o mundo: vocês já viram aquele comercial ridículo de shampoo onde aparece uma modelo com o cabelo impecável dizendo: “Oh, céus. Meu cabelo está uma droga!”? Que tipo de mensagem isso não passa? Se o dela, “perfeitinho” e dentro dos padrões está uma droga, o que dizer do meu? – ele deixou de ser um problema. E eu aprendi que ele podia ser bonito a seu modo. Eu aprendi a achá-lo bonito a seu modo.

Se tem uma coisa que hoje eu posso dizer que está devidamente superada na minha vida é a questão cabelo *uhuuuu :-D*.

Eu amo o meu cabelo. Amo a loucura, o arrepiar, a rebeldia, a “jubice” do meu cabelo. Mesmo agora, pós Revolução da Escova Progressiva, mesmo com a possibilidade de um cabelo liso e quimicamente domado ao meu alcance, eu prefiro o meu cabelo. Insano, marginal, que nunca estará num comercial de shampoo, mas que é meu e que sou eu do jeito que eu vim ao mundo pra ser.

<fonte da imagem: We ❤ it!>

Pelo direito das(os) “gordinhas(os)” de serem felizes consigo mesmas(os)

Categoria: Amor Próprio | 3 de julho de 2014

Bom, pelo título, acho que já fica claro a que vim e que, sim, sou “gordinha” (ênfase nas aspas – pra indicar irreverência e, principalmente, a fala de outros).

Dificilmente um post desses viria de um magro, por motivos óbvios. Não que pessoas magras – aquelas que se vêem/sentem magras, claro, uma vez que o status “gordo” está longe de ter relação apenas com o quanto se pesa – não sejam assoladas por baixa autoestima – sei até que muitas são. Toda e qualquer pessoa pode passar por isso – mas nesse mundo escroto, obcecado com o corpo (e com o corpo magro), os “gordinhos” levam a pior.

Meu primeiro post aqui no blog tem a ver com peso porque eu passei 2/3 da minha vida lutando com o meu. Contra ele. 2/3 porque o primeiro terço diz respeito à minha infância que eu passei feliz e contente, sentindo-me linda e maravilhosa – o que me rendeu outro título pernicioso: “metida”.

Abro um parêntese para questionar esse “metida”. Por que, eu lhes pergunto, o fato de uma criança ser feliz com sua aparência faz dela uma “metida”? E não estamos falando só de crianças, estamos? Não é “metida” o rótulo comum para as mulheres que gostam de si mesmas?

Mas enfim, voltando: passado o primeiro terço – esse lindo e maravilhoso primeiro terço – veio a adolescência – vaca miserável – e aí, maninha(o), a coisa ficou feia. Ou melhor, eu fiquei. A menina linda, de cabelos brilhosos que enrolavam nas pontas de repente se viu “gorda” e com “cabelo pixaim” – porque sim, os funestos hormônios podem alterar drasticamente o cabelo (e a vida!) de uma pessoa. Mas da longa e igualmente torturante questão cabelo, tratarei em outro post, porque o de hoje, como já disse, é sobre “gordice”.

Desde essa virada infância/adolescência, a criança – antes linda, mas “metida” – se viu acima do peso e assim permaneceu pelos 2/3 de vida seguintes. E nesse mundo, volto a dizer, escroto, quando digo “acima do peso”, leia-se “gorda” e leia-se “feia”, ou “não desejável”, ou seja lá quais forem os adjetivos a emergir da carga pejorativa com a qual a palavra “gorda” foi recheada.

Resumidamente, isso significa dizer que eu passei 20 anos da minha vida me sentindo uma merda, ou seja, com a autoestima “mais baixa do que cú de cobra”; e que, portanto, eu tenho 20 anos de memórias de baixa autoestima acumuladas.

Somente agora, aos trinta, eu começo a ter insights interessantes sobre essas coisas, e a olhar para elas – e para mim mesma – de forma diferente. Por isso, talvez agora, a ideia desse blog tenha surgido com tanta força. Meu objetivo com ele não é o de catarse, nem de desabafo, mas de resistência. De militância, digamos assim, pelo direito que os que, como eu – aqueles eternamente fora dos padrões, e mais especificamente, os do meu grupo, os “gordinhos” – têm de serem felizes com o que são, do jeito que são, e não apenas com 20 mil quilos a menos. Porque peso – o estar/ser “gorda” – muito mais do que um número na balança, é um estado psicológico – tanto individual quanto coletivo.

Vou ilustrar isso pra vocês com a breve história da minha vida “fofa” – ai, “fofa” é terrível.

Tenho 1,55m de altura. Os miseráveis emissários do mundo escroto criam a maldita continha: os cm da sua altura menos 10 = seu peso ideal. No meu caso: 55 – 10 = 45. 45. HÁ! 45 miserável. Nunca na minha vida eu cheguei nem perto de pesar 45 quilos. Cansei de entrar em academias e ter que passar por aquelas avaliações físicas péssimas, com aquele bagulhinho nojento que espreme nossa gorduritcha lateral, e ouvir que eu estava muito acima do meu dourado peso ideal, o infame 45. Ele pairou sobre mim ameaçador e frustrante por quase duas décadas, como o símbolo da pessoa linda que eu nunca mais seria e nem conseguia ser, porque eu sempre gostei de comer e exercício, academia, etc., simplesmente não é a minha – ou seja, eu não apenas lutava contra a balança, eu lutava comigo mesma.

O mais perto que cheguei desse peso mitológico foi aos meus 17 anos, depois de passar duas semanas sem comer, sobrevivendo de suco de limão com adoçante – não façam isso: é loucura – porque a roupa da apresentação do meu grupo de dança deixava a barriga de fora (!!!!!).

Não sei como eu não tive um troço. De qualquer forma, eu perdi tanto peso, que conseguia ver meus ossos do peito e meus amigos torciam o nariz pra mim e diziam “nossa, como você está magra” e não como elogio. Mas eu não me sentia e nem me via “magra”. A memória que tenho desse dia, no teatro, aliás, é a de mim me escondendo dos outros até a hora de pisar no palco, chorando de me acabar e cobrindo minha barriga com as mãos porque eu estava “gorda” e todo mundo veria. Mas eu nunca estive tão “magra”. Nem antes e nem depois.

Minha vida é cheia de histórias desse tipo – e como a minha, a de muitas, muitas outras pessoas – de uma felicidade e amor próprio condicionados a um peso que nunca chega. Não porque eu nunca emagreço, mas simplesmente porque o problema não está no meu peso, mas na minha cabeça e na imagem que eu tenho de mim.

A merda da autoimagem é que ela é algo socialmente construído. A forma como nos vemos é formada através daquilo que vemos nos olhos dos outros – ou que pensamos ver – e, no meu caso, eu nunca vi apreciação. Eu ouvi todos os dias do segundo terço da minha vida que eu era “gorda” – sendo esse o termo mais leve – e que eu tinha que emagrecer. Então, eu acreditei. Como não acreditar? Acreditei de tal forma que me tornei aquilo que diziam que eu era: “gorda”. Mas um estado fixo, independente do meu peso. E como a vida testa a gente, e esfrega dolorosamente na nossa cara as nossas questões até que a gente se dê conta do que está acontecendo e as enxergue e resolva, inúmeras foram as pessoas que passaram pela minha vida e alimentaram minha guerra com meu corpo: a dona de um estúdio de balé uma vez me impediu de me matricular na aula de balé clássico porque – e cito – “você não tem corpo pra balé clássico” –

A minha cara? Foi mais ou menos essa aí:

Dramatic Chipmunk

– zilhões de familiares cansaram de me cumprimentar – depois de séculos sem me ver – com “nossa, como você engordou”; já me deram ovo de páscoa diet – e não, eu não sou diabética e nem estava de dieta; já me perguntaram se eu estava grávida – sabendo que eu não estava… A lista é imensa. E o mundo é assim: sempre tem um pra te botar pra baixo, principalmente se aquilo que te dói é algo com o qual você precisa aprender a lidar – e normalmente é.

A virada comigo começou depois que eu perdi 11 quilos em um mês porque tinha que ir a um casamento no qual a mitológica ex do meu namorado seria madrinha. Eu estava saindo de um período de luto – e quando sofro, eu como, não adianta. Nem a minha depressão é “magra” – e pensei: “Nem morta eu apareço na frente dessa mulher gorda” – mais um episódio da minha falta de amor próprio e autoconfiança – mas enfim, consegui. Só que como perdi peso muito depressa, comecei a recuperar tudo bem depressa também. Pra segurar, fui a uma nutricionista que começou a mudança da minha cabeça. Ela fez vários testes na primeira consulta, ao final da qual ela vira pra mim e diz: “para o seu biótipo, seu peso normal é 60 quilos”.

60 quilos.

Não 45, 60 (!!!). E detalhe: a média do meu peso nesses 2/3 de vida que eu passei me achando uma bola foi exatamente essa. Resumo da ópera: duas décadas de sofrimento inútil.

Outro acontecimento que me fez repensar minha autoimagem veio no início da minha gravidez, quando a pessoa que mais me torturou e infernizou com isso – eu não tenho nem como expressar o exato impacto da influência nefasta que essa pessoa teve em mim – chegou pra mim e disse: “nossa, nunca te vi tão magra”. Detalhe: eu estava com o mesmo peso de sempre.

E o que eu estou querendo dizer com tudo isso? Que o mundo é escroto? Que as pessoas são insanas? Que tem mais gente pra fazer você se sentir um cocô do que gente pra te fazer bem?

Não – muito embora tudo isso seja verdade.

O que eu quero dizer é: quem decide é você.

Algo que aprendi recentemente: o que você sente é responsabilidade sua. Ou como Augustus Waters bem disse, na vida, a gente não decide se será ou não machucado, mas quem machuca a gente, sim. Somos nós que concedemos aos outros esse poder. Um exemplo? Quando eu ganhei o ovo diet, o ódio se apoderou de mim. Eu quis estrangular o ser, quis enfiar o ovo inteiro goela do ser abaixo ou mandar o ser enfiar aquele ovo maldito em outros orifícios, e depois fiquei me sentindo a bola péssima de sempre. Na páscoa desse ano, o mesmo ser resolveu me chamar de “gorda” de novo, mas com uma indireta menos sutil. Essa pessoa colocou a mão na minha barriga e disse pra minha filha: “Tá vendo? Tem uma irmãzinha aqui dentro”. E logo em seguida: “Tem que fazer é que nem a Ivete Sangalo, né? Assumir logo: não é bebê nada, é pança mesmo” – pasmem. Isso aconteceu assim. Agora, milagre dos milagres: o que eu senti? Nada. Eu ri. Ri de verdade. Porque o que mais se há de fazer com um ser desses? E a minha reação mostra um pequeno progresso no meu caminho em busca do meu amor por mim mesma. Um amor que deveria ser incondicional.

Eu poderia ter ficado arrasada. Teria sido a reação padrão. Mas não. Não dessa vez. O que eu sinto é responsabilidade minha. O que os outros fazem ou dizem? Eu não tenho controle sobre, eu não decido. Mas eu decido se o que eles fazem ou dizem me machuca.

Não é fácil. Não é simples. Não é instantâneo. Para mim, 30 anos se passaram antes que algo começasse a mudar. Mas hoje eu sei: não importa o meu peso, eu tenho que gostar de mim de qualquer jeito. Às vezes a gente engorda, às vezes a gente emagrece. E aí? Vou viver em crise? E daí também? Qual é o problema? Esse é o único corpo que terei nessa vida. Estamos presos um ao outro, eu e ele, para o bem ou para o mal. Então que seja para o bem, não?

Sim, a gente vive em um mundo que exige um peso – x como padrão condicional de beleza. Em um mundo onde a sociedade cobra, traumatiza e perturba, principalmente as mulheres, impondo características impossíveis e surreais. Mas é você que decide absorver tudo isso sem filtro e viver em guerra com seu corpo, ou ligar o bom e maravilhoso

Pelo direito das gordinhas serem felizes - Sobre Autoestima - Sobre Autoestima

 e ser feliz :-).

Nesses anos, inúmeras possibilidades de resposta aos indelicados de plantão me passaram pela cabeça como:

“Nossa, como você está gorda.”

“Foda-se. Não te perguntei.”

“Nossa, como você está gorda.”

“E você, sempre tão agradável…”

“Nossa, como você está gorda.”

“Foda-se. Não é você que me come.”

Mas a que eu considero a melhor mesmo, a resposta ultimato da transcendência é:

“Nossa, como você está gorda.”

“É mesmo? Obrigada ♥.”

E “beijo no ombro”.

<fonte da imagem: Facebook>